Representante da Unesco destaca necessidade de revolução na educação
11-Nov-2010


RÁDIO SENADO


O representante da Unesco no Brasil, Vincent Defourny, destacou nesse Dia Mundial da Ciência pela Paz e pelo Desenvolvimento que o conhecimento circula hoje com uma velocidade fantástica, graças à internet. E que isso traz uma responsabilidade maior para os pesquisadores, inclusive no campo ético.

Já o professor Carlos Henrique de Britto Cruz apresentou números preocupantes do Brasil no campo da pesquisa. O País investe um por cento do PIB em ciência, sendo que mais da metade dos recursos são públicos, o contrário do que acontece mundo desenvolvido, onde as empresas respondem por algo em torno de 70% do dinheiro para pesquisas. O professor da Unicamp disse que é preciso repensar as políticas para o setor, que não têm produzido conhecimento como deveriam.

(CARLOS): enquanto a china observou um crescimento espetacular no número de patentes registrados mundialmente, e a índia também, o brasil está marcando passo desde 99. o número de patentes registrados pelo brasil em 2009 foi quase igual ao de 2004 e ao de 99. são onze anos sem progresso nesse setor.

(REP) O secretário para inclusão social do Ministério da Ciência e Tecnologia, Roosevelt Tomé Silva Filho, disse que o governo está tentando levar conhecimento para uma fatia maior da população, até por uma questão de sobrevivência das empresas nacionais. E o professor Jailson Bittencourt de Andrade, da Universidade Federal da Bahia, pregou uma revolução na educação para que o País consiga fazer frente aos desafios do desenvolvimento sustentável.

(JAILSON): nada do que discutimos antes conseguirá sucesso se não promovermos essa revolução na educação em todos os níveis e a valorização da carreira dos professores.

(REP) O senador Roberto Cavalcanti, do PRB da Paraíba, se lembrou que na infância um exemplo de país pobre era uma das potências de hoje, a Coréia do Sul.

(CAVALCANTI): 1949, 1950, a época da guerra da coréia, o exemplo de pobreza, de dificuldade, talvez não tão marcante quanto o Haiti de hoje, mas nós nos referíamos a coréia, país no qual existia uma população de garotos supostamente passando fome

(REP) A Coréia é um dos países mais desenvolvidos do mundo e um dos líderes na produção de aparelhos eletrônicos e outros itens tecnológicos. Também é um dos que mais investiu em educação, ciência e tecnologia nas últimas décadas.

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