| DCE e estudantes em conflito na UnB |
| 15-Jun-2012 | ||||||
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CORREIO BRAZILIENSE
Há mais de duas semanas em greve estudantil, organizações que representam os alunos da Universidade de Brasília (UnB) entram em conflito. O Diretório Central dos Estudantes (DCE) e os grevistas estão em posições divergentes na paralisação. Enquanto participantes do comando do movimento pedem mais apoio do Diretório e reprovam as ações da entidade estudantil, o DCE afirma que a gestão é contra a greve e se sente hostilizado. A assembleia estudantil da UnB realizada ontem, no Ceubinho, em horário de almoço, com a presença de 60 alunos, é mais um exemplo de choque entre os dois grupos. O objetivo era deliberar sobre dois estudantes que vão representar a UnB no encontro do comando nacional de greve, no Rio de Janeiro, na próxima segunda-feira. O problema é que essa assembleia foi convocada apenas pelo comando de greve. Durante o evento, o DCE permaneceu de portas fechadas e nenhum membro apareceu. Lucas Brito, aluno de serviço social e membro do comando de greve estudantil, diz que o DCE não cumpriu o combinado e não convocou a reunião. "O DCE se negou a convocar a assembleia porque não está disposto a apoiar a greve na universidade", critica Lucas. "Temos um DCE que luta contra o movimento estudantil da UnB e se choca com o movimento de greve. Eles só participaram de duas reuniões com a gente", finaliza. Davi Brito, aluno de direito e coordenador de organização do diretório, afirma que a reunião de ontem foi ilegal: "Existem formas legais de convocar uma assembleia. Esta não é uma delas". Uma assembleia válida precisa ser convocada pelo Conselho de Entidades de Base, formado pelos Centros Acadêmicos (CAs), pelo DCE, ou por comissão de cinco alunos com aprovação e assinatura de, no mínimo, 10% dos membros do DCE. Davi explica que a gestão do DCE achou mais pertinente marcar encontros a cada duas semanas, em vez de semanais, para evitar que haja poucos presentes. "O comando de greve atropelou nossa decisão. Marcamos uma assembleia para 20 de junho", conta. Os alunos da UnB estão em greve há mais de duas semanas. O movimento apoia as reivindicações da paralisação docente, mas tem pautas próprias. Os pedidos são de mais assistência estudantil, 10% do PIB para educação e democracia nas escolhas da universidade.
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