Cristovam: país restringe fumo, mas não combate analfabetismo
25-Nov-2011
Agência Senado Esta matéria contém recursos multimídia
[Foto: senador Cristovam Buarque (PDT-DF) ]
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Ao lembrar que o Congresso Nacional aprovou, nesta semana, restrições ainda mais severas ao fumo - proibindo inclusive os chamados fumódromos -, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) questionou por que o país é capaz de adotar decisões como essa, mas não adota medidas mais drásticas para acabar com o analfabetismo.

- Se somos capazes de proibir os fumódromos, por que não somos capazes de organizar a energia que este país tem para resolver um problema tão dramático e vergonhoso? - protestou.

Para Cristovam, o problema do analfabetismo no Brasil "é quase do mesmo nível do que era a escravidão no século passado". Ele afirmou que "é triste constatar que, após dois governos de presidentes vindos da esquerda, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, o número de analfabetos, no Brasil, praticamente não diminuiu".

- Faz mal à saúde das pessoas e faz mal à saúde do país ter adultos que não sabem ler - lamentou.

Ao citar um dos diversos problemas provocados pelo analfabetismo, o senador disse que uma parte dos acidentes de trabalho, por exemplo, decorre do fato de que muitos trabalhadores não sabem ler os avisos que alertam para eventuais perigos.

- Há trabalhadores da construção civil que caem de prédios porque não souberam ler um aviso corretamente. Cerca de 13 milhões de brasileiros não sabem decodificar a palavra "perigo" - ressaltou.

Por essa e outras razões, reiterou Cristovam, é necessário considerar o analfabetismo um assunto tão grave quanto o fim do tabagismo, a proteção das reservas florestais e a abolição da corrupção.

Da Redação / Agência Senado
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