A escola pública no Brasil PDF Imprimir E-mail
04-Fev-2011

Artigo publicado em 3/02/2011 no jornal A GAZETA - MT


Elias Januário

Caríssimo leitor, oportunizando este significativo espaço dedicado para assuntos educacionais, com o intuito de refletir sobre a trajetória de alguns dos grandes pensadores mundiais da educação, buscando com isso socializar o conhecimento e aprofundar nas teorias educacionais, entre elas a nacional.

Hoje vamos fala de Anísio Teixeira, educador que nasceu na Bahia em 1900, onde cursou seus estudos secundários e depois foi para a o Rio de Janeiro onde graduou em Direito, viajando em seguida por vários países da Europa e da América Latina, com o propósito de conhecer os sistemas de ensino desses países.

Anísio Teixeira ao longo de sua atuação como educador propôs e executou importantes medidas para democratizar o ensino brasileiro e foi uma árdua defensora da experiência do aluno como base do aprendizado.

Anísio defendia a escola pública em tempo integral para professores e alunos, onde deveriam ser cuidados desde a higiene e a saúde até a formação para a cidadania dos estudantes. Para ele este ensino público deveria ser articulado numa rede até a universidade.

Esse modelo foi inspirado nas escolas norte-americanas onde as crianças têm uma jornada te tempo integral. Anísio procurou adaptar a realidade brasileira, mas a realidade de recurso financeiros em nosso país tornou o sonho um tanto difícil e até impossível.

É considerado no Brasil o principal idealizador das grandes mudanças que marcaram a educação brasileira no século XX, onde trabalhou para a implantação das escolas públicas em todos os níveis no país, que refletia o seu anseio em oferecer educação gratuita a toda à população brasileira.

Anísio foi um educador marcado pela atitude de inquietação permanente diante dos fatos, considerando a verdade não como algo definitivo, mas que se busca continuamente, afirma a professora Maria Cristina Leal, uma profunda conhecedora de Anísio.

Para o educador Anísio, a escola tinha como responsabilidade primordial educar no lugar de instruir, formar homens livres em vez de homens dóceis, ensinar a viver com mais habilidade e inteligência, mais tolerância e felicidade.

Nessa perspectiva, na escola não se aprende apenas ideias ou fatos, mas também atitudes, ideais e senso crítico, e esse deve ser uma das funções da escola, na concepção de Anísio. Com isso neste numa escola com essas concepções, estudo é o esforço para resolver um problema, e ensinar é guiar o aluno em uma atividade.

Anísio concebia a disciplina como ato de pensar com discernimento, com clareza, querer com firmeza agir com segurança.

Em uma escola que prima pela democracia, professores e estudantes deve trabalhar em liberdade, estabelecer entre si a confiança mútua, onde o professor deve incentivar o estudante a pensar julgar por si mesmo.

Democracia, essencialmente, é o modo de vida social em que cada indivíduo conta como pessoa, dizia Anísio. Só dessa forma, os professores tentarão renovar a humanidade para a grande aventura da democracia.

Elias Januário é doutor em Educação, professor de Antropologia da Unemat e escreve às sextas-feiras em A Gazeta. E-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email

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