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| Greve de professores deixa 1,6 milhão sem aulas na BahiaA |
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| 27-Jul-2010 | ||||||
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Redação Época, com Agência Estado
Os docentes reivindicam
aumento salarial entre 11% e 17%
Professores das redes de ensino da Bahia paralisaram as atividades e deixaram 1,6 milhão de estudantes sem aulas nesta terça-feira (27), 460 mil em Salvador. Os docentes reivindicam aumento salarial entre 11% e 17%, dependendo da faixa salarial, com reajustes mais altos para as faixas mais baixas. Uma proposta encaminhada à prefeitura da capital no dia 21 estava na pauta de votação da Câmara Municipal na segunda-feira (26), mas apenas seis vereadores compareceram. O mínimo estabelecido para uma sessão ordinária é 14. Os professores prometem manter a paralisação até que o reajuste seja aprovado. Caso a votação seja realizada e o aumento não seja concedido, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado da Bahia (APLB-Sindicato) informa que a categoria entrará em greve por tempo indeterminado. Uma nova assembleia dos professores já foi marcada para quinta-feira (29). No caso da rede estadual, a paralisação de advertência, de 24 horas, é a segunda de uma série de três definidas pela última assembleia da categoria, realizada em maio. Os professores reivindicam rapidez no julgamento da reposição salarial de 11,98%, que teria sido a perda resultante da adoção da Unidade Real de Valor (URV), moeda provisória que antecedeu o real. A próxima paralisação está prevista para agosto, em data a ser definida. A cobrança pelo suposto prejuízo dos professores da rede estadual está na Justiça desde 2004. Naquele ano, foi dado ganho de causa aos docentes, mas o Estado recorreu da decisão. Segundo a Procuradoria-Geral do Estado, o governo da Bahia aguarda decisão final sobre a questão, a cargo do Supremo Tribunal Federal.
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