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Estudante de MG convidada para curso na Nasa tem visto negado duas vezes PDF Imprimir E-mail
11-Mai-2010

RODRIGO VIZEU
da Agência Folha, em Belo Horizonte

A estudante brasileira Janynne Lorenna Souza Gomes, 22, tenta pela terceira vez um visto para entrar nos Estados Unidos após ter sido chamada para um estágio na Nasa, a agência especial americana.

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A Univale (Universidade Vale do Rio Doce), onde a jovem estuda, acusa os EUA de discriminação pelo fato de ela ser de Governador Valadares (307 km de Belo Horizonte), cidade mineira com grande histórico de emigração para os EUA.

A instituição de ensino particular afirma que a negativa do serviço consular americano causou "indignação dado o preconceito contra a cidade devido ao fluxo de valadarenses que emigraram para os EUA na década de 90".

Entre os estudantes que farão o curso, dois de Brasília já tiveram visto concedido e outro, do Rio de Janeiro, fará entrevista na semana que vem.

Janynne Gomes está em Brasília desde a semana passada para tentar viabilizar a entrada nos EUA. Segundo a Univale, ela se nega a dar entrevistas para não influenciar o processo.

O curso na Nasa surgiu após iniciativa da própria estudante mineira. Em janeiro, durante o evento de tecnologia Campus Party, ela manifestou interesse de estudar na agência ao palestrante Marco Figueiredo, engenheiro brasileiro que trabalha na Nasa.

Ele disse que só norte-americanos faziam o estágio, mas estimulou Gomes a fazer um pedido formal à Nasa. Segundo a Univale, a agência deu resposta positiva ao pedido.

O engenheiro articulou então a participação de outros brasileiros por meio de seleção de currículos. O curso, na área de robótica, vai ocorrer de junho a agosto em um centro espacial de Maryland, Estado da costa leste americana.

O Ministério de Ciência e Tecnologia, que vai bancar a viagem e a estadia dos estudantes, intercedeu junto à Embaixada Americana confirmando a presença de Gomes no curso.

No entanto, Adriana Depieri, da Secretaria de Ciência e Tecnologia para a Inclusão Social do ministério, disse não ver preconceito nas duas negativas de visto a Gomes.

Segundo ela, a estudante se precipitou ao pedir um primeiro visto, de turista, antes mesmo de receber o convite oficial da Nasa. O serviço consular dos EUA apontou falta de documentação.

Na segunda tentativa, na qual a estudante diz ter apresentado todos os documentos corretamente, o consulado americano viu erro de preenchimento do pedido, ainda segundo Depieri.

A Embaixada dos EUA em Brasília, que afirmou que a seção consular não costuma se pronunciar em casos individuais, não retornou os pedidos da reportagem sobre as justificativas para negar a entrada da estudante nos EUA nem comentou as acusações de discriminação da Univale.

 
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