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| Educação básica pública brasileira precisa de mais R$ 29 bilhões, diz campanha |
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| 30-Abr-2010 | ||||||||
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A educação básica pública brasileira precisa de
mais R$ 29 bilhões anualmente para garantir a implantação do Custo
Aluno-Qualidade (CAQi) — um mínimo necessário por estudante para
oferecer qualidade de ensino —, segundo a Campanha Nacional pela
Educação, responsável por criar o indicador. O uso do índice como
referência para determinar os investimentos do país foi aprovado na
Conferência Nacional de Educação (Conae) e fará parte do texto que vai inspirar o
novo Plano Nacional de Educação, com validade entre 2011 e 2020.
“O valor representa cerca de 1% do PIB [Produto Interno Bruto] do país.
Não é um esforço impossível da União. Cada vez mais ela é capaz de
cumprir o CAQi”, afirmou o coordenador geral da Campanha Nacional pela
Educação, Daniel Cara, durante debate realizado na última quarta-feira
(28/4) em São Paulo (SP). “O MEC [Ministério da Educação] divulgou que
tem aumentado o recurso. Mas a participação da União na Educação Básica
ainda não é substancial”.
“É necessário um esforço dos gestores e dos que militam pela educação
para pressionar uma homologação desse parecer”, avaliou o presidente da
União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Carlos
Eduardo Sanches, também presente no evento. “Esse valor garante que
todas as escolas tenham um padrão mínimo de qualidade. É muito pouco
diante do resultado que vai gerar para a sociedade”.
O montante de R$ 29 bilhões é resultado da diferença entre o valor
estipulado pelo Custo Aluno-Qualidade e o total repassado pelo Fundo de
Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos
Profissionais da Educação (Fundeb) para cada etapa do ensino. A maior
diferença é verificada nas creches, que recebem R$ 1.485,10 por aluno
por ano e deveriam receber R$ 5.266, uma diferença de R$ 3.780,90.
Na pré-escola a diferença é de R$ 691,91. Nas séries iniciais do ensino
fundamental é de R$ 591,91, nas séries finais de R$ 416,90 e no ensino
médio de R$ 336,89. Os cálculos incluem ainda as diferenças para o
ensino fundamental I na Educação no Campo (R$ 1.801,40) e para o ensino
fundamental II (R$ 911,40). “Os valores são calculados tendo em vista os
insumos necessários para educação e a remuneração justa dos
profissionais da educação”, afirmou Daniel Cara, da Campanha Nacional
pela Educação.
Custo Aluno-Qualidade
O indicador, criado em 2006, se sustenta em três pilares: implantar o
piso para os professores, melhorar a infraestrutura das escolas e
garantir um número máximo de alunos por sala de aula. Ele calcula um
valor mínimo anual por aluno. Para 2009 o custo aluno-qualidade nacional
foi calculado em R$ 1.942 por aluno do ensino fundamental I, R$ 1.902
para aluno do ensino fundamental II e R$ 1.957 para o ensino médio.
O custo deverá ser calculado para cada município, levando em conta suas
necessidades especificas. “O CAQi nacional é somente um parâmetro mínimo
para que nenhum município invista menos recursos na educação em
comparação ao governo federal”, aponta a publicação “Educação Pública de
Qualidade: Quanto custa esse direito?”, que foi lançada pela Campanha
Nacional pela Educação durante a Conae.
Sobre infraestrutura, o indicador aponta, por exemplo, que uma escola de
ensino fundamental I, com 480 alunos, deveria ter, no mínimo, três
laboratórios de ciências, oito banheiros para os alunos, uma sala de
vídeo, uma sala de leitura e um laboratório de inform
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