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| Há 25 anos, um grito mudou as nossas vidas: "Diretas já!" |
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| 25-Jan-2009 | ||||||
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ARQUIVO JJ
PARA A HISTÓRIA Fafá de Belém canta o Hino Nacional. Ao seu lado, Mário Covas, Osmar Santos, ícones de um movimento inesquecível O dia é 25 de janeiro de 1984. Feriado na cidade de São Paulo. Um movimento atípico ocorre nas estações de metrô logo antes do meio-dia. Jovens de todas as cores e credos aparecem de todos os lados, enrolados na bandeira nacional e vestindo camisetas com um novo símbolo. O destino deles era o mesmo: a Praça da Sé. Pela primeira vez, após 20 anos de ditadura, aqueles jovens pediam mudanças e sonhavam com as Diretas Já. Pouco a pouco, a praça foi enchendo e, quando o comício começou, no início da noite, ali estavam 300 mil pessoas. No dia 16 de abril, pouco antes da votação das diretas pelo Congresso, o último comício foi realizado Vale do Anhangabaú, atraindo uma multidão de 1,5 milhão de pessoas. Participações - O estudante de História, da Unicamp, Emerson Elias de Almeida, tem orgulho de sua participação. Saiu de Jundiaí de carro, em companhia da irmã e de amigos, para ir até o centro de São Paulo. Deixaram o carro em uma estação e partiram para a estação Sé de metrô. "Era um momento histórico. Um espetáculo à parte. A gente sentia a emoção no ar. Sabíamos que não iríamos passar por aquilo nunca mais em nossas vidas. Quando o comício terminou, ninguém queria ir embora." Descrença - Emerson tornou-se um descrente na política. Quando vota, afirma escolher o candidato menos ruim. "Historicamente, o que o PT faz hoje com o bolsa-família é a continuação do voto de cabresto", avalia. Bigardi também filosofa. Diz concordar com a ex-prefeita Luiza Erundina quando diz que "a estabilidade nos trouxe outros desafios. Com a eleição do Lula, viramos a página. Precisamos reconstruir agora nosso futuro político. O que está aí está desgastado. Os movimentos sociais do passado não nos servem mais. Todos esperam por uma nova fase."
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