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| Creches são desafio para candidatos em SP |
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| 20-Ago-2012 | ||||||
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FOLHA DE S. PAULO - SP Propostas na área apresentam falhas, de acordo com especialistas; 145 mil crianças esperam por vaga na capital. Atual prefeito, Gilberto Kassab viu crescer demanda, mas não cumpriu promessa de acabar com fila
As principais propostas dos candidatos à Prefeitura de São Paulo para solucionar o problema da falta de vagas em creches apresentam falhas e sofrem críticas de especialistas em educação. Segundo a prefeitura, há 145 mil crianças na fila por uma vaga no município. A maioria dos candidatos inclui em suas propostas o uso de convênios com a rede particular, instituições filantrópicas, faculdades e outras instituições até que sejam construídas novas unidades. Soninha (PPS) propõe também criar a bolsa creche -dinheiro para as famílias pagarem escolas particulares. Mas especialistas criticam o mecanismo. Gabriel Chalita (PMDB) chegou a ser vaiado em evento após fazer a proposta de convênios. "Em geral, o serviço é de pior qualidade", diz Romualdo Portela, da Faculdade de Educação da USP. Os candidatos prometem fiscalização para evitar queda na qualidade do serviço. José Serra (PSDB) pretende seguir a política de seu aliado, o prefeito Gilberto Kassab (PSD), e criar vagas por meio de convênios e uso de recursos estaduais. Kassab, porém, não conseguiu zerar o deficit de vagas, uma de suas principais promessas ao se eleger. A campanha tucana e a Secretaria Municipal de Educação argumentam que, desde 2005, o número de vagas mais que triplicou, mas a demanda cresceu em ritmo superior. Celso Russomanno (PRB) promete zerar o deficit fazendo andares superiores nas creches, com acesso por rampas para não pôr a segurança das crianças em risco. Mas isso aumenta a oferta de vagas onde já existem creches e deixa alguns locais descobertos, diz o professor de economia da FGV Aloisio Araujo, especialista em educação infantil. Além disso, a secretaria calcula que as unidades passíveis de verticalização não são suficientes para acabar com as filas. Russomanno diz que, para solucionar o problema, também vai construir unidades. Educadores apontam ainda atraso nas obras do ProInfância -programa federal que Fernando Haddad (PT) deve usar para construir escolas- em cidades em que ele foi implementado. Procurado, o Ministério da Educação não forneceu dados da execução do programa. A campanha petista diz que a execução das obras é responsabilidade das prefeituras. Paulinho da Força (PDT) propõe fazer com que as unidades funcionem 24 horas, para pais que trabalham à noite, mas nem ele sabe qual é a demanda pelo serviço e se há estrutura para isso -mesmos problemas apontados por especialistas. (LUIZA BANDEIRA, RODRIGO VIZEU, PAULO GaMA E DIÓGENES CAMPANHA)
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