Novas Carreiras: Engenharia de Aquicultura PDF Imprimir E-mail
16-Jul-2012
EXTRA ONLINE - RJ

Com uma faixa marítima equivalente ao tamanho da Amazônia, um litoral de mais de oito mil quilômetros e 12% da água doce disponível do planeta é fácil compreender porque o Brasil possui enorme potencial para a aquicultura, atividade voltada para o cultivo de espécies aquáticas.

O país é hoje um dos poucos no mundo que tem condições de atender à crescente demanda internacional por produtos de origem pesqueira. De acordo com Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), até 2030, ano em que a produção pesqueira nacional teria condições de atingir 20 milhões de toneladas, o país poderá se tornar um dos maiores produtores do mundo.

Para atender a essa demanda, foi criada a graduação de Engenharia em Aquicultura para formar profissionais com amplo conhecimento nas áreas de biologia, tecnologias de cultivo de organismos aquáticos, economia, engenharia e administração, aptos a atuar no cultivo de seres marinhos como peixes, crustáceos e plantas aquáticas.

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foi a primeira instituição nacional a oferecer o curso no país. A primeira turma formada pela UFSC chegou ao mercado em 2003.

O curso de Engenharia em Aquicultura tem duração de 9 semestres e uma abordagem interdisciplinar. Assim, dividido em 5 partes, que incluem a aplicação de aulas focadas em áreas socioeconômicas, de meio ambiente, engenharia, aquicultura e o bloco comum. Este último, apresentado no início da graduação, quando o aluno tem aulas de física, química e matemática.

Para facilitar o aprendizado dos alunos, a grade curricular é focada em atividades práticas. Na pioneira UFSC, elas são aplicadas nos laboratórios do Centro de Maricultura, na Barra da Lagoa, em Florianópolis, onde os alunos tem contato direto com o cultivo de seres marinhos.

O mercado de trabalho para o setor está aquecido. A produção mundial de pescados hoje é da ordem de 126 milhões de toneladas por ano. De acordo com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a previsão é de que até 2030 a demanda internacional de pescado aumente em mais 100 milhões de toneladas por ano.

A aquicultura também está relacionada ao cultivo de algas para produção de biodiesel. O combustível é uma alternativa àqueles derivados do petróleo. Hoje, a Petrobras investe em instituições que oferecem fomento para desenvolvimento de atividades como a aquicultura.

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), além da UFSC, apenas a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) e a Fundação Universidade Federal de Rondônia (Unir) oferecem o curso.

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