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| Muito além da graduação |
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| 09-Jul-2012 | ||||||
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CORREIO BRAZILIENSE A conclusão da graduação não é o fim da linha para parte dos universitários. O número de estudantes que optaram por um curso de gradução stricto sensu - que engloba mestrado, doutorado e pós-doutorado - dobrou nos últimos dez anos. Prova disso é que, de 2004 a 2011, aumentou em 250% o número de bolsas de pós-graduação concedidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A formação desses profissionais é essencial para o crescimento do país, já que são os mestres e doutores os responsáveis pelos novos universitários, que também seguem como pesquisadores, gerando inovação em diversas áreas. Para incentivar esse fenômeno, existem vários programas que ofertam bolsas de estudo para essa etapa de graduação. Os principais são os da Capes e os específicos das próprias universidades. O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) também distribuem bolsas de estudo, mas o foco são os alunos do ensino médio e do superior. "O aluno interessado em uma bolsa deve se candidatar no edital, que é lançado no segundo semestre do ano. Ele inscreve o pré-projeto e, se atender às especificações de renda e mérito acadêmico, é contemplado", explica Maria Carmem Vilela Tacca, coordenadora de pós-graduação da Universidade de Brasília. Nas instituições públicas, como não há cobrança de mensalidade, o valor da bolsa é repassado ao estudante, que pode usá-la para arcar com as despesas da formação. Em contrapartida, é exigido do aluno dedicação integral aos estudos. Não ter vínculo empregatício é um dos requisitos da Capes para que o aluno se candidate. Segundo Carmem, essas exigências delimitam a formação de novos profissionais. A fisioterapeuta Sabrina Sousa Freire faz mestrado em gerontologia pela Universidade Católica de Brasília como bolsista da Capes. Ela participou do processo seletivo para bolsas no início do ano passado, quando ainda cursava o primeiro semestre do mestrado e acredita que, se não fosse a ajuda financeira do programa, não conseguiria se formar. "Para mim foi ótimo, porque o mestrado é caro. Sem precisar pagar o valor da mensalidade, eu consigo me dedicar melhor aos estudos", conta.
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