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| UnB e APAE capacitam pessoas com deficência |
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| 29-Jun-2012 | |||||||||||||||
Aprendizes têm vagas asseguradas no TSE e MEC. Parceria formou outras três turmas que também atuam em órgãos públicos federais
Esta quinta-feira, 28 de junho, não foi um dia comum para 15 aprendizes da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais do Distrito Federal (APAE-DF), que integram o projeto de Higienização, Conservação e Pequenos Reparos de Bens Culturais, em parceria com a Biblioteca Central da Universidade de Brasília (BCE). Foi um dia singular, marcado pela emoção, uma data na qual atestaram o quanto são capazes. Os alunos, todos portadores de algum tipo de deficiência intelectual, foram contemplados com certificado que os habilita a realizar serviços de limpeza, conservação e pequenos reparos de livros e documentos. A colocação no mercado de trabalho está garantida para todos eles. A cerimônia ocorreu no Auditório da Reitoria. “Depois que minha irmã entrou no projeto passei a não tratá-la mais como criança, mas como uma adulta de fato”, relata orgulhosa Rejane Cobra, irmã de Ana Paula Nicássio, uma das formandas que receberam o certificado, nesta tarde, das mãos do reitor da UnB, José Geraldo de Sousa Júnior, e da presidente da APAE-DF, Diva Marinho. “Não houve apenas um desenvolvimento profissional, mas no contexto social e familiar também”, disse Rejane. “É um aprendizado também para a família, porque a gente descobre que eles são capazes”. Ela contou que as mudanças também são observadas em casa, já que passam a ter mais iniciativas. “Agora ela está arrumando a cama sozinha, por exemplo”. A formação dos aprendizes acontece na Biblioteca Central da UnB, com orientação de professoras da associação e funcionários da BCE especializados em conservação e restauração de documentos. As aulas ocorrem no Arquivo Público do Distrito Federal e também na própria biblioteca. Os aprendizes que receberam a certificação nessa quinta-feira devem atender às demandas criadas por três novos contratos, um no Tribunal Superior Eleitoral, outro para o acervo histórico do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira e outro para a biblioteca do Ministério da Educação (MEC). “O projeto tem o cuidado de formar pessoas com um perfil conforme o mercado pede. Dessa forma é possível uma colocação profissional apoiada”, informa Marli Maciel, professora que atualmente coordena o projeto. O benefício desse projeto para os participantes é imensurável, avalia. “É uma guinada na vida dessas pessoas e de suas famílias, as quais, muitas vezes, não acreditavam nem consideravam possível esse caminho profissional.”
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