EAD e a ruptura no ensino PDF Imprimir E-mail
22-Mai-2012

Editorial do jornal DCI - SP em 22/05/2012


Nos últimos dez anos o Brasil tem visto momentos históricos para a educação. A popularização do Ensino a Distância (EAD) trouxe à tona a possibilidade de mais brasileiros ganharem a oportunidade de se especializar e as empresas do setor ganharam uma nova oportunidade de ganhar dinheiro. Nos anos 90, a Internet começou a fazer parte da educação executiva no Brasil. No final da mesma década, passou a fazer parte também do ensino superior. Como consequência, houve muita resistência por parte de acadêmicos e instituições de ensino tradicionais.

Atualmente, números da Associação Brasileira de Ensino a Distância apontam que mais de 2 milhões de estudantes de graduação e pós-graduação estão inseridos nessa modalidade de ensino.

O número ainda está bem aquém do registrado nos Estados Unidos, onde supera 12 milhões. Agora o olhar atento sobre essa forma de ensino se faz necessária. A qualidade do EAD se faz igual à de uma universidade presencial? A pergunta, que ainda é pauta dos mais diversos fóruns e discussão do setor, deverá enfraquecer com o tempo, através da consolidação do mercado a distância.

E é apostando nisso que as empresas já se armam: milhões são investidos em equipamentos, novos polos de ensino e cursos profissionalizantes para mídias digitais aos professores. E as apostas se consolidam com fatos: enquanto universidades presenciais, como a São Marcos, em São Paulo, são fechadas pelo Ministério da Educação (MEC), vemos exemplos como a Anhanguera Educacional, que cresceu 33,5% no primeiro trimestre e somou 444 mil alunos matriculados, número que é puxado justamente pelo EAD.

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