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23-Fev-2012


Biblioteca Aberta incentiva o gosto pelos livros e promove a inclusão digital


Michel Toronaga - JORNAL DE BRASILIA

As aulas na rede pública de ensino já começaram e uma novidade está mexendo com a rotina dos estudantes. Trata-se do Projeto Biblioteca Aberta, que visa incentivar o hábito da leitura e ainda auxiliar na inclusão digital dos alunos. No ano passado, a turma do terceiro ano da Escola Classe 102, no Recanto das Emas, foi a primeira a testar a iniciativa.

"Vi resultado com alunos que não tinham noções de informática e no final já estavam usando o computador. Também fiquei feliz porque eles levavam o livro para casa e, com isso, passaram a ler mais", conta a pedagoga Adriana de Oliveira, 35 anos, que comanda a turma.

ACESSO FÁCIL

A ideia principal do projeto é levar os livros para dentro de sala de aula. "Por isso, pensamos no modelo de uma estante aberta, que não tem cobertura e fica acessível para os alunos", explica Williams Farias, 30 anos, desenvolvedor da iniciativa. Cada estante comporta até 300 livros, o que representa um número considerável para cada turma.

Além da parte física, a Biblioteca Aberta também conta com um lado virtual. Williams criou um sistema informatizado especialmente para a escola. "É uma rede social em formato colaborativo onde os próprios alunos controlam a entrada e saída dos livros. Eles registram os títulos e dão notas para os que foram lidos, além de ter um bate-papo", explica.

FASE INICIAL

A primeira fase do projeto serviu como teste e revelou alguns problemas técnicos. "Eu aproveitei o UCA - Um Computador por Aluno - para implementar o sistema, mas a internet da escola caía toda hora", lamenta Williams.

Para consertar isso, ele criou um sistema offline que deve estrear em 2012 e que pode ser acessado por tablets. "Agora queremos criar uma Organização Não Governamental (ONG) para pedir um patrocínio mais forte e, assim, conseguirmos esses tablets para os alunos", conta.

Auxílio da população

Enquanto o plano de levar a iniciativa à plataforma móvel dos tablets não se concretiza, Williams Farias, desenvolvedor do projeto, comemora o sucesso da Biblioteca Aberta. "Este ano vamos implementar na escola inteira. Houve um pedido de 60 professores interessados, o que significa 1.500 alunos que poderão ser atendidos", conta.

Williams conta que recebeu ligações de diretores de colégios de Brazlândia, Taguatinga, Estrutural, Guará e Ceilândia, todos querendo criar atividades no dia a dia e falar da importância dos livros.

Ainda falta, contudo, novas estantes. Por isso, Williams criou a Campanha 2012 Nota 10, que pode ser acessada pelo site www.abiblioteca.com/2012nota10. O desenvolvedor conta com a ajuda da população para conseguir verba para a criação de novas estantes, além de receber títulos para formar as bibliotecas. "O projeto só funciona se a sociedade participar e contribuir. Não podemos apenas esperar por ações do governo", avalia.

COMO UMA LUVA

De acordo com a professora Adriana de Oliveira, a ideia caiu com uma luva porque sua escola até então não contava com uma biblioteca. "Ela foi desativada e o que temos é uma saleta. A maioria das escolas públicas não possuem bibliotecas de fato, tendo apenas salas de leitura. Elas não têm bibliotecários, e sim professores realocados. É um depósito de livros", define. A esperança é que, com a ajuda dos brasilienses, essa realidade possa mudar e influenciar o futuro de inúmeros estudantes por meio da literatura.

SAIBA +

Atualmente, a única Biblioteca Aberta possui 190 livros, a maioria deles doados por uma editora parceira do projeto.

Interessados em realizar doações, professores que queiram implementar o projeto ou patrocinadores podem acessar o site www.abiblioteca.com para mais informações.

Também é possível entrar em contato com o Projeto Biblioteca Aberta por meio do telefone 3021-5350.

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